A Mostra Tiradentes | SP é o evento do cinema brasileiro contemporâneo da capital paulista e chega a sua 14ª edição, de 12 a 18 de março de 2026, graças à continuidade da parceria entre a Universo Produção e o Sesc São Paulo. Uma realização que representa a força do nosso cinema, da nossa cultura que possibilita vislumbrar novos horizontes do qual possam emergir formas de articulação, visibilidade e exibição do que é produzido no Brasil.

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Mostras

A Mostra Aurora existe desde 2008 e, de lá pra cá, a seção se tornou a principal plataforma de revelação de novos autores no cinema brasileiro. Hoje a mostra conta com seis longas-metragens inéditos que são premiados pelo júri jovem. Os filmes da Mostra primam pela ousadia formal e experimentação, pelo desejo do novo e por estar atenta aos filmes das diversas regiões do Brasil.

A Mostra Olhos Livres ganhou força nos últimos anos e hoje é uma mostra competitiva de filmes inéditos de autores não-estreantes. Desde a sua origem, o imperativo da Olhos Livres é o do cinema como exercício de liberdade,sem amarras, que pedem a suspensão de julgamentos pré-concebidos e que pode se expressar pela poesia, pelo discurso das imagens desafiando  categorizações mais convencionais. A mostra busca questionar, inclusive, a própria “codificação” de uma noção e de uma experiência de “contemporâneo”.  

Seção competitiva dedicada a curtas-metragens, conhecida por apresentar filmes que exploram a pluralidade e a experimentação no cinema brasileiro, com filmes concorrendo ao prêmio do Júri Oficial, revelando talentos e novas linguagens no audiovisual. 

A programação da 14ª Mostra Tiradentes SP conta com uma sessão especial de encerramento proposta para a itinerância paulista do evento. É composta por um curta e um longa ainda inéditos na capital que apresentam em suas narrativas figuras emblemáticas da cultura brasileira: o cineasta Julio Bressane e o teatrólogo José Celso Martinez Corrêa.

TEMÁTICA

Soberania Imaginativa

O cinema como um laboratório de autodeterminação contra a "domesticação cognitiva" e a padronização estética imposta pelas plataformas globais. Diante da hegemonia das big techs, que rebaixa a invenção a fórmulas industriais e imitativas, o audiovisual brasileiro reafirma sua potência como um "arquipélago" de experiências independentes e descentralizadas. Superando a lógica de "filmes de exceção" para exportação, o desafio soberano reside em sustentar essa imaginação livre e múltipla, garantindo que o cinema seja um exercício de protagonismo político e cultural à altura da complexidade e da exuberante criatividade brasileira.